Intrigado com a vida em Vancouver, ele quer focar na felicidade e trabalhar com criatividade na terra que ele pertence. Fotografia, design e curiosidade é a parada do momento dele.
Olá,
Faz muito tempo que eu não posto algo por aqui, mas eu tenho motivos. Não resido mais em Vancouver. Sim, resolvi voltar para as terras brasileiras, onde eu tenho certeza que posso alcançar o meu sucesso profissional.
Foram quase 4 anos morando por lá. Tenho amigos do mundo inteiro: Índia, Vietnam, Coréia do Sul, Alemanha, Canadá, China, Zimbabwe e por aí segue. O convívio diário com essas pessoas na universidade realmente transformou a minha experiência em Vancouver única. Além de grupos de estudos, projetos e apresentações, uma grande amizade, acima de tudo, foi estabelecida. Foi através dessa união que aprendi que na Coréia do Sul a internet residencial geralmente é de um 1 gigabyte, onde os telefonemas são praticamente ligações de Facetime. No Zimbabwe, Nigéria e Mali, os alunos que de classe alta aprendem todas as matérias em inglês em escolas particulares, inclusive morei com um Nigeriano com um inglês impecável por 1 ano. Na Índia existe mais de 22 dialetos e a língua inglesa é oficial no país, incluindo Punjab e Hindi. Todos discursos políticos feitos pelo Presidente da Índia são em inglês, assim como nas Filipinas.
O aprendizado é algo que é meu. Ninguém pode tirar isso de mim. Eu agradeço muito muito por ter tido uma oportunidade de conseguir outro Bacharel em Business no Canadá e pelos meus amigos que enriqueceram a minha experiência por lá. Tenho certeza que eles aprenderam muito sobre o Brasil também. Tanto que os que adoram futebol (não cometa o engano de achar que os brasileiros são os mais fanáticos por esse esporte) querem me visitar na Copa do Mundo.
Confira o vídeo da cerimonia de graduação.
Muito obrigado,
Kadu
créditos: Theduy Nguyen
Olá,
O People Watching dessa vez foi feito na English Bay, praia localizada em Downtown Vancouver. Aproveitei o pôr-do-sol mais lindo do mundo após o trabalho pra sentar, relaxar, respirar e observar. Essa cidade vai me dar muita saudade.
Fato interessante?
Além do espetáculo maravilhoso, um filho de Jesus Cristo, aqueles que propagam a mensagem da bíblia para todo mundo (sim, eles existem aqui também) veio em minha direção e começou a sessão. Pessoa errada. Tudo bem que ele poderia estar muito certo ao passar tudo que ele leu, propagou e estudou. Mas, eu me senti mal por uma pessoa dessa. Pra mim, ele descarregou uma mensagemnegativa muito ruim. Me senti malzão mesmo depois do que ele disse. Talvez pela convicção dele que TUDO que está escrito na bíblia está certo, comprovando com provérbios e perguntando o que eu entendia desses provérbios. Ou talvez, por ele não conseguiu responder quando eu o perguntei o que ele achava sobre as outras religiões. Difícil de ligar os pontos quando a conversa é religião. Para a minha sanidade, eu prefiro continuar apenas observando e acumulando informação por enquanto.
Dia 29 de Março
Resolvi aproveitar meu day off chuvoso pra fazer uma das coisas que eu mais gosto, people watching. Relaxei por mais ou menos uma hora acompanhado do Matcha Latte.
Vancouver é uma cidade que recebe o apelido de Raincouver. Uma boa prova disso você confere no vídeo abaixo.
Já há algum tempo venho observando o crescimento da internet e a aceitação da mesma como um meio de informação. A televisão já passou a ser um veículo de comunicação arcaico, frio, chato e sempre foi muito manipulador de idéias. Nada que seja novo pra você. Mas, talvez fazendo algumas comparações com obras de grande impacto, as pessoas que estão acostumadas a, simplesmente, receber informação e aguentar caladas mudem de comportamento e tornam-se mais ligadas ao que está acontecendo com a comunicação.
Durante meu tempo acadêmico aqui no Canadá, eu tive uma grande oportunidade de discutir e estudar duas grandes obras que acrescentaram muito na minha vida como profissional de propaganda e comunicação. Primeiro, o livro 1984 de George Orwell deveria ser uma leitura obrigatória em todos os cursos de comunicação no mundo. Eu não estudei isso no Brasil. Por que?
Não vou estragar a sua leitura, mas vou escrever uma mini-sinopse do que Orwell crítica. A obra busca enfatizar os riscos e consequências que uma sociedade sob um governo totalitário causa na sociedade. Através da expansão tecnológica no contexto, o governo controla o movimento e vocabulário de todos os habitantes da Oceania, país fictício no livro. Enfim, o governo autoritário manipula a grande massa de acordo com seus interesses. Se você não achou interessante o suficiente, por favor leia o livro. É fundamental para uma humanidade mais sóbria.
Metropolis é outra obra fictícia e uma das maiores produções, 4 milhões de Reichmark, cinematográficas da história alemã. Filmado em 1927 e dirigida pro Fritz Lang, o filme aborda a preocupação política em que a Alemanha estava prestes a encarar e opressão sobre a classe baixa de operários. Porém, o meu ponto aqui não são as obras que não recebem tanto reconhecimento no Brasil. Mas, as similaridades que elas têm com a mídia de massa no país.
Confira o trailer de Metropolis abaixo
A comparação dessas obras com a televisão pode ser feita de uma forma em o veículo representa o governo liderado pela minoria, normalmente, a classe alta, impondo o seus interesses através do uso da tecnologia e da comunicação em massa. Eu acredito que o uso da tecnologia não é pré-determinada pela própria tecnologia, mas pela consciência do usuário. Assistir televisão no Brasil é um hábito completamente cultural. As novelas começam as 17:30, tem um break para um noticiário de uma hora de duração às 20:45 e a programação volta para novela finalizando as 22:30 e, às vezes, seguido por futebol. Esta rotina provoca uma mudança brusca no comportamento do público. Os seus hábitos o motivam a estar na frente do sofá todos os dias nesses horários, deixando de lado a vida social e os acontecimentos mundiais. Eu chamo esse processo de um ciclo vicioso em que o espectador baseia seu comportamento através do que ele presencia no seu cotidiano e acredita ser fato. É a tal teoria que uma mentira contada repetitivamente e de diversas formas torna-se um fato para o espectador.
Eu torço e muito para que a internet e as mídias socias se transformem em ferramentas cada mais úteis para resgatarmos os movimentos culturais, a liberdade de expressão sem repressão, a identificação de um indivíduos com a sua tribo e a evolução pessoal porque faz muito tempo que toda essa programação e imposição de interesses deveriam ter sido banidas.
Opa, sou Kadu Nakashima, morando atualmente em Vancouver, Canadá onde consegui e busco novos conhecimentos em coisas e fatos através da curiosidade. Me garanto quando digo que eu gosto people-watching tão quanto de design e fotografia. Com as malas prontas para embarcar para o Brasil até Julho desse ano, tenho como foco trabalhar com Marketing ou Planejamento, seja como trainee ou junior, o negócio é ser feliz. Já descobri isso.
Tenho experiência como gerente de arte-final, diretor de arte, sócio de uma agência de propaganda, coordenador de eventos e universitário no Canadá, fotógrafo, jogador internacional de Beisebol pelo Brasil e consultor de produtos tecnológicos super cool.
E vai ser aqui onde vou postar as coisas que eu observei e gosto de fazer, olhar, comer, cheirar e pensar. Vamô-que-vamô que a vida está apenas começando de novo.
Peace out!